Garantir a segurança de equipes e instalações industriais exige muito mais do que detectores portáteis. Em áreas críticas — como unidades de processamento, dutos, espaços confinados, refinarias, plantas químicas, FPSOs, tratamento de efluentes e silos — o monitoramento contínuo de gases tóxicos é indispensável para evitar acidentes, reduzir riscos operacionais e atender às normas de segurança (NR-33, NR-35, API, OSHA e outras).
Se você está avaliando contratar esse tipo de serviço, veja abaixo como funciona, quem oferece, quais tecnologias podem ser incluídas e o que considerar antes de fechar contrato.
1. Defina o objetivo do monitoramento contínuo
Antes da contratação, é essencial entender qual risco precisa ser controlado:
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H₂S, CO, NO₂, SO₂, Cl₂, NH₃, PH₃
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Deficiência/enriquecimento de oxigênio
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LEL/CH₄ e outros combustíveis
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Compostos orgânicos voláteis (VOC) com PID
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Riscos de processos específicos (tratamento químico, papel e celulose, petroquímica etc.)
Essa definição determina o tipo de sensor, a frequência de coleta e o nível de automação necessário.
2. Escolha entre monitoramento local e remoto
Hoje, as melhores empresas oferecem dois modelos:
Monitoramento local (em campo)
Com detectores fixos e monitores de área como o Radius® BZ1 (Industrial Scientific), com alarmes de 108 dB, display ampliado e sensores para até sete gases simultâneos — ideal para instalações sem infraestrutura de rede.
Monitoramento remoto (telemetria 24h)
Combinando monitores de área e plataformas como:
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iNet® Now – alertas em tempo real via SMS/e-mail
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RGX™ Gateway – transmite dados via celular, Wi-Fi ou Ethernet
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SAFER One® – modelagem de plumas para emergências químicas
Esse modelo permite que supervisores acompanhem alarmes e localização em tempo real, mesmo fora da planta.
3. Avalie o portfólio de soluções da empresa contratada
Um serviço profissional deve incluir:
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Projeto e engenharia do sistema (layout, tipos de sensores, pontos críticos)
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Instalação e comissionamento
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Configuração de alarmes e mensagens de ação (“EVACUAR”, “VENTILAR”, etc.)
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Plataforma online para acompanhamento 24h
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Manutenção preventiva e corretiva
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Calibração e bump test automatizados (ex.: Docking Station DSX™ – Industrial Scientific)
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Relatórios completos de uso, tendências e incidentes
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Treinamento para equipes operacionais
4. Prefira fornecedores com equipamentos certificados
Para operar em atmosferas explosivas ou ambientes agressivos, os sensores e detectores devem possuir certificações como:
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INMETRO
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ATEX / IECEx
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UL / CSA
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EAC / ANZEx
Equipamentos da Industrial Scientific — incluindo Radius® BZ1, Ventis® Pro5, MX6 iBrid® — atendem a essas certificações e são amplamente utilizados em indústrias no Brasil e no mundo.
5. Verifique opções de contratação flexíveis
As modalidades mais comuns são:
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Locação mensal com manutenção incluída
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Contrato por demanda para paradas e intervenções rápidas
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Assinaturas iNet® Exchange para garantir sensores prontos e troca automática de detectores
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Pacotes com monitoramento remoto 24/7
Assim, você evita gastos com calibração, reposição de sensores e gestão de frota.
6. O que considerar antes de fechar contrato
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A empresa oferece engenharia e suporte técnico especializado?
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Os equipamentos são certificados e atualizados?
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Há telemetria disponível?
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O sistema permite integração com plataformas externas?
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A empresa entrega relatórios, notas fiscais de calibração e registros de conformidade?
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Existe SLA de atendimento e troca rápida?
Contratar um serviço completo de monitoramento contínuo garante não apenas conformidade com normas, mas redução real de risco, aumento de eficiência e resposta mais rápida a emergências.
